De 27 a 29 de maio a Cáritas Brasileira Regional NE2, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) promoveu, uma capacitação de famílias em Gestão de Água para a Produção (Gapa). O encontro foi realizado na Capela São Francisco de Assis, localizada na comunidade Alto do Caixão, no município de Terezinha (PE).

Na ocasião, os agricultores foram acolhidos pelo articulador de campo Samuel Oliveira, responsável pelo acompanhamento das construções das tecnologias na cidade, através do P1+2. Durante a fala, ele destacou a importância do trabalho das famílias e ressaltou os direitos e deveres de cada beneficiário, a fim de que o projeto seja realizado com sucesso.

Em seguida, com uma dinâmica de apresentação que envolveu todos os participantes, o instrutor do curso, Lucinaldo Freitas, iniciou os trabalhos. Para explicar o objetivo da formação, ele usou as palavras de Dom Hélder Câmara: “Não é dá o peixe, é ensinar a pescar e o melhor é quando pescamos juntos”, referindo-se ao protagonismo que os agricultores podem exercer na busca da qualidade de vida.

 A palestra trouxe dados sobre a Cáritas e a Articulação no Semiárido Brasileiro (Asa Brasil), assim como as tecnologias implantadas pelo P1+2, que serviram de norte para chegar ao assunto do desenvolvimento sustentável. “Sustentabilidade vem de sustentar. Significa quando a gente produz sem agredir, para que haja continuação, fazendo com que cada um seja responsável pelo ambiente em que vive”, disse.

 A capacidade de mobilização entre as comunidades foi outro ponto que marcou o primeiro dia de capacitação. “As pessoas precisam saber que o campo é forte. As cidades, as escolas e as universidades devem ter consciência que a roça é o início de tudo. Precisamos trabalhar unidos”, pontuou.

  Após o almoço, os participantes assistiram o documentário “Um Outro Olhar”, produzido pela Asa Brasil, e foram provocados a rever o modo de vida em que cada um está inserido e retratá-lo através de desenhos.

Entre os agricultores, a experiência de participação no Gapa é positiva. De acordo com dona Terezinha Sobral, 62, o curso é uma oportunidade para entender melhor as coisas do dia a dia no campo. “A partir do momento que a gente conhece, as coisas ficam mais fáceis”, explicou. E se depender de dona Marluce Oliveira, 34, todo esse conhecimento já tem destino certo. “Às vezes, a gente faz as coisas erradas por não saber como fazê-las, mas hoje aprendemos muitas coisas sobre tipos de agricultura, água e outros. Agora eu vou fazer certo”, afirmou.

por Lidiane Santos – Comunicadora Popular/Jornalista

 P1+2 / Cáritas Brasileira Regional NE2

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