O evento propôs o compartilhamento de experiências e práticas entre os diferentes países da América Latina e Caribe no que se refere às respostas imediatas a situações extremas de emergências

Cerca de 50 representantes da Cáritas da América Latina e Caribe, Cáritas Internacional, Cáritas Alemã e da agência humanitária Catholic Relief Services (CRS) estiveram presentes no “Seminário Regional de Gestão de Riscos, Emergência e Comunicação.” O evento aconteceu entre os dias 8 e 14 de setembro, no Centro de Formação Monseñor Raúl Corriveau, em Siguatepeque a 120 km de Tegucigalpa, capital de Honduras.

O seminário propôs o compartilhamento de experiências e práticas entre os diferentes países da América Latina e Caribe no que se refere às respostas imediatas a situações extremas de emergências, como terremotos, furações e enchentes. Representaram a Cáritas Brasileira, José Magalhães de Sousa, assessor nacional de Gestão de Riscos e Emergências, e Kilma Ferreira, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 (NE2).

A partir da temática central que conduziu todo evento: Magre (Meio Ambiente, Gestão de Risco e Emergência), os agentes Cáritas trabalharam na perspectiva de definir os protocolos regionais de resposta as emergências. Na interface entre Magre e Comunicação, temas como redes sociais, políticas e meios de comunicação, planejamento e apresentação de experiências em comunicação também estiveram no foco dos debates que estruturaram o seminário.

De acordo com o assessor nacional de Gestão de Risco e Emergências da Cáritas Brasileira, José Magalhães de Sousa, o evento teve como principal objetivo capacitar agentes para resposta imediata as emergências. “É importante destacar que o processo de capacitação tomou como referência o conjunto de diretrizes, estratégias e ações previstas para as fases de atuação direta durante uma emergência extrema”, explicou.

Ainda segundo Magalhães, o conjunto de diretrizes compõe o “Protocolo de Resposta a Situação de Emergência Extrema”, que foi aprovado no mês de julho deste ano, na Assembleia Regional do Secretariado Latino Americano e Caribenho da Cáritas (SELACC).

A proposta do Protocolo é contribuir para uma melhor cooperação regional nas respostas oportunas, eficazes, eficientes e transparentes a uma emergência grave. É importante destacar que cada Cáritas nacional está estimulada a também produzir e aprovar seu protocolo a partir da realidade de cada país.

Durante o evento os participantes também compartilharam experiências com exemplos concretos de mobilização de recursos e organização da solidariedade em situações de emergência; participaram de simulações e treinamentos a partir de cenários fictícios; além de momentos de socialização de informações referentes à constituição de Redes Humanitárias, código de conduta e diretrizes internacionais para atuação em emergências.

Comunicação: um dos destaques do seminário foi a Comunicação, discutida a partir da interface com a temática Magre. Na ocasião, referentes da rede de comunicadores da Cáritas da América Latina e Caribe dialogaram sobre a política de comunicação que norteia as ações desenvolvidas nos países latino-americanos. O grupo de comunicadores também compartilhou exemplos de experiências exitosas com os veículos de comunicação, com as redes sociais, através das páginas regionais da web, campanhas de conscientização, mobilização social e de recursos.

Durante o seminário também foram planejadas ações articuladas entre Magre e Comunicação, a partir de uma estratégia de atuação, sobretudo com foco no antes, durante e depois de uma situação de emergência. Na oportunidade, os comunicadores também discutiram sobre o tópico comunicação no contexto do Protocolo Regional. Como resultado das discussões, o grupo apontou algumas propostas e fez considerações que visam contribuir e enriquecer o Protocolo Regional. Mas é preciso destacar que essas propostas ainda precisam ser apreciadas por outras instâncias de coordenação.

Plano: a identidade da Cáritas Brasileira está essencialmente vinculada à atuação em situações de emergências. Desta forma, a comunicação é parte fundamental nos processos de gestão de risco e emergências para que as motivações e ações de solidariedade cheguem à sociedade de maneira correta e eficaz.

Neste intuito, a Cáritas Brasileira, elaborou e apresentou durante o “Seminário Regional de Gestão de Riscos, Emergência e Comunicação”, um plano de comunicação voltado especificamente para casos de emergências extremas tendo três bases norteadoras: antes (setor de comunicação sempre preparado para casos de emergências), durante (garantir o envolvimento total da equipe e atividades de comunicação priorizadas e voltadas para os casos de emergência) e depois (garantir a visibilidade das ações desenvolvidas pela Cáritas em casos de emergências).

Experiência: com objetivo de compartilhar saberes durante o seminário foram apresentadas várias experiências desenvolvidas pela Cáritas da América Latina e Caribe, entre elas o conjunto de ações de reabilitação e reconstrução da região após a passagem do furacão Sandy em outubro de 2012 em Cuba. Já o Brasil, apresentou a experiência executada pela Cáritas Regional NE2 durante as enchentes nos estados de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, que deixaram milhares de vitimas, desabrigados e desalojados. Na ocasião, a Cáritas NE2 compartilhou um pouco do trabalho que foi realizado pelo Setor de Comunicação durante e o pós-emergência.

por Kilma Ferreira – assessora de comunicação

 

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