A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 realizou no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Angelim, o Encontro Comunitário Municipal de Avaliação do Programa Uma Terra e Duas Águas. O evento que aconteceu no dia 11 de outubro, reuniu agricultores e agricultoras dos municípios de Angelim, Calçado e Terezinha, que fazem parte da execução do P1+2.

As boas-vindas do Encontro ficou por conta de Ivandílson Lima, morador de Angelim. “Este é um dia de construção e que bom que vocês, agricultores e agricultoras, estão aqui para vivenciar este momento”, disse. Em seguida, passou a palavra para a equipe de mística, que coordenou o momento de apresentação e entrosamento entre os participantes do evento.

Em atenção à campanha de prevenção ao câncer de mama, uma das doenças que mais mata mulheres no mundo e, ao contrário do que muitos pensam, atinge também os homens, a programação do Encontro teve uma palestra especial sobre o assunto com a enfermeira Yolanda Cardoso Vieira. Na ocasião, dentre outras coisas, os participantes do evento aprenderam como deve ser feito o autoexame de mama.

Logo após, o articulador de campo Adriano Souza, apresentou a palestra “O uso de agrotóxicos e suas principais consequências”. Na oportunidade, ele trouxe o histórico e os dados sobre o uso de venenos na agricultura e sugeriu que os agricultores optassem por atitudes simples no combate às pragas, como por exemplo, plantio de ervas de cheiro na lavoura, armadilha luminosa, cobertura morta, sacos para embalar os frutos, entre outras medidas. “A mudança de hábitos começa em cada um de nós. Não adianta ficar chocado com as fotos que mostram os malefícios dos agrotóxicos e quando chegar em casa continuar usando na produção”, afirmou.

A terceira e última palestra, intitulada “Agricultura familiar e agroecologia”, foi ministrada pelo também articulador de campo, Samuel Barros. Um dos assuntos que norteou a apresentação do técnico foi a Lei da Agricultura Familiar Nº 11.326, de 2006, que estabelece as condições para que o homem e a mulher do campo sejam considerados, de fato, agricultor e agricultora familiar. Ao falar das ações agroecológicas, ele defendeu uma proposta de agricultura justa e sustentável, que seja capaz de se opor à produção convencional.

Depois do almoço, os agricultores e agricultoras que foram contemplados por tecnologias de segunda água, dividiram-se em grupos para pensar o que o P1+2 mudou na vida de cada família e o que pode ser melhorado no Programa.

O evento foi encerrado com a fala da coodenadora do P1+2 com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social, Flavianeide Pereira, que salientou a importância da participação de cada um nesta construção de um Semiárido mais rico em vida e possibilidades.

por Lidiane Santos – Comunicadora popular do P1+2 – Cáritas Regional NE2

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