Foi durante a Conferência Estadual de Convivência com o Semiárido, a secretária executiva da Cáritas Diocesana de Pesqueira e coordenadora executiva da ASA pelo Estado de Pernambuco, Neilda Pereira, participou da mesa temática “Análise das Conferências Regionais: processo e propostas” na última terça-feira (10) no auditório da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire).

Para um público de mais de 300 pessoas, Neilda apresentou as principais contribuições e demandas para a agricultura familiar agroecológica na perspectiva da convivência com o Semiárido e ainda resgatou a participação da sociedade civil nos debates. Além dela, estiveram na mesa o secretário estadual de Agricultura e Reforma Agrária, Aldo Santos, secretário executivo da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado, Maurício Cruz, e o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), César de Oliveira.

Antes da conferência estadual, foram realizadas cinco conferências regionais no Estado (Sertão Central, do São Francisco, Araripe, Itaparica, Moxotó, Pajeú e Agreste Meridional Central e Setentrional), reunindo mais de mil pessoas. Nesses encontros os participantes formularam propostas de ações que contribuirão para o primeiro Plano Estadual de Convivência com o Semiárido em Pernambuco. Em sua fala, o secretário Aldo Santos ressaltou a importância do Plano Estadual de Convivência com o Semiárido. “A ideia é que nas próximas secas a população atravesse a estiagem com menos dificuldades. Quem sabe se no futuro não tenhamos um fundo específico para as ações de convivência. Não estamos querendo fazer ações de governo, mas sim ações de Estado – uma política de convivência com ações estruturantes”, reforçou.

“Antes as políticas eram pensadas dentro dos gabinetes, sem a participação da população. Esse plano estadual teve o envolvimento e a mobilização de diversos atores, principalmente a contribuição da sociedade civil. Precisamos investir no controle social, para que de fato as ações aconteçam e contribua para que as pessoas vivam com dignidade no semiárido pernambucano.”, destacou Neilda Pereira.

Segundo Neilda, apenas 14 municípios (de 122 cidades do Semiárido) elaboraram seus planos municipais de convivência. “É muito importante que cada município tenha seu plano, pois é dentro do município que tudo acontece. É necessário que as pessoas se vejam e se sintam parte desse processo”, enfatizou.

Após a explanação da mesa, abriu para o debate e intervenções do público. Esse momento serviu para os delegados intervirem na discussão com perguntas e proposições.

O secretário municipal de agricultura do município de Oricuri, Paulo Pedro, chamou à atenção que o debate da convivência não é novo, mas ressaltou o pioneirismo do Estado em construir o plano estadual. “Pela primeira vez Pernambuco realiza uma conferência de convivência com o Semiárido, é um momento histórico não só para o Estado, mas também para o Brasil”, disse.

Ainda dentro da pauta, os delegados debateram as estratégias para implementação, sistematização e finalização do plano estadual e a sistematização e finalização do plano. A programação da conferência foi encerrada ainda no final da manhã.

por  Daniel Ferreira | Jornalista da Cáritas Diocesana de Pesqueira

 

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