Refletir e discutir sobre a realidade do Movimento de Economia Solidária no estado de Alagoas. Esse foi o principal o objetivo do 2º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras da Economia Solidária, que reuniu cerca de 34 representantes dos empreendimentos solidários das regiões do Agreste, Alto e Médio Sertão de Alagoas. O evento aconteceu no dia 10 de junho, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Santana do Ipanema.

O evento foi promovido pela Cáritas Brasileira Regional NE2 em Parceria com a Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, a Rede de Educação Cidadã e o Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha, e contou com a participação de assessores da ASA-AL.

A pauta de discussões permitiu que os participantes refletissem sobre os avanços conquistados pelo movimento, a exemplo da Lei nº 7.576 de 24/01/2014, que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Solidária, bem como a Lei nº 7.577 de 24/01/2014, que constitui o Conselho Estadual de Economia Solidária.

O debate, também focou as reflexões nos desafios enfrentados pelos empreendimentos solidários, assim como na importância da participação desses empreendimentos da região no Fórum Estadual de Economia Solidária (ECOSOL), tendo em vista que apenas os empreendimentos da Região Metropolitana estão participando do Fórum. Outro ponto discutido foi com relação a necessidade de revitalização do Fórum Regional de Economia Solidária do Médio Sertão, bem como articular e organizar o Fórum Regional do Agreste e do Alto Sertão.

Durante o momento de mística, a articuladora estadual das ações de economia solidária na Cáritas Brasileira Regional NE2, Maria Mafra, destacou que o Regional NE2 está completando 20 anos de solidariedade aos mais pobres, nos quatro estados onde desenvolve suas ações: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Na ocasião, Mafra também falou sobre a Campanha Mundial: uma família, pão e justiça para todas as pessoas, que visa provocar o debate e a reflexão sobre as causas da fome e da miséria e conscientizar a sociedade e as autoridades para a busca de soluções para este problema.

Participaram do evento representações dos empreendimentos dos municípios de Água Branca, Delmiro Gouveia, São José da Tapera, Ouro Branco, Maravilha, Minador do Negrão, Arapiraca e Palmeira dos Índios. Vale ressaltar que todas as representações são oriundas das diversas comunidades rurais e urbanas, e lideranças da Cáritas Paroquial de São Sebastião, em Palmeira dos Índios e da Cáritas Diocesana de Arapiraca.

Economia Solidária: é um movimento que reúne uma grande diversidade de empreendimentos formais e informais
dos mais diversos seguimentos de trabalhadores urbanos e rurais: Catadores de resíduos sólidos, Bancos Comunitários de Sementes, Fundos Rotativos Solidários, Artesãos (bordados, crochê, tricô, pintura em tecidos, trabalhos em palha, barro, madeira e porcelana, etc), Grupos de gastronomia (Culinária), produtos de higiene doméstica e de beleza à base de leite de cabra, entre outros. Alguns desses empreendimentos estão organizados em Associação, outros em Cooperativa e outros ainda são informais.

O Movimento da Economia Solidária tem reagido ao modelo de economia de mercado vigente, a partir do fortalecimento dos vínculos comunitários, de reciprocidade e de solidariedade entre as trabalhadoras e os trabalhadores associados/as indo na contramão da lógica desenvolvimentista que tem favorecido a expansão do grande capital no meio urbano e rural ocasionando o desemprego e a exclusão social.

Por Maria Aparecida Mafra | Articuladora Estadual da Cáritas Brasileira NE2/CDPI

No related posts.