O Setor Pastoral Social da CNBB NE2 realizou, entre os dias 04 e 06 de julho, o “Encontro Regional dos Articuladores e Articuladoras do 20º Grito dos Excluídos e Excluídas”. O evento aconteceu no município de Caruaru (PE), e contou com a participação de 25 representantes dos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Este ano, a 20ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas traz como tema: “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”. A temática está ligada à Campanha da Fraternidade de 2014, “Fraternidade e Tráfico Humano”. Motivados pelo tema os articuladores e articuladoras participaram de um momento formativo, onde avaliaram e socializaram experiências de organização e preparação do Grito nas dioceses. O encontro também forneceu subsídios para uma construção coletiva.

De acordo com o articulador de projetos da Cáritas Brasileira NE2 e coordenador do Setor Pastoral Social, Marcos Bezerra, o encontro foi oportuno para discutir o tema e articular ações. “Nesta edição do Grito, temos como foco a Reforma Política, para tanto discutimos duas ferramentas de ação concreta: o Plebiscito Popular sobre a Reforma Política e a Coleta de Assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, explicou Bezerra.

Ainda segundo Marcos, os representantes das dioceses, movimentos sociais e das Igrejas Batistas reafirmaram o compromisso de ocupar ruas e praças por liberdade e direitos durante a Semana da Pátria, e em prol de uma Reforma Política para o Brasil, que garanta lisura e transparência nos pleitos eleitorais, fortalecendo desta forma a democracia.

Grito:

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

por Marcos Bezerra | Cáritas e Setor Pastoral Social

Edição: Kilma Ferreira | Assessoria de Comunicação

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