Realizado todos os anos no dia 7 de Setembro, o Grito dos Excluídos e Excluídas pretende reunir mais uma vez milhares de pessoas em todos os estados brasileiros. Em pauta, a reivindicação daqueles que lutam por igualdade, justiça e vida digna, os/as que têm seus direitos negados e violados. “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” é o lema do 21º Grito que deverá motivar as manifestações em todo o país.

 Não à toa, o Grito acontece na mesma data em que se celebra o Dia da Independência do Brasil, como um contraponto a questionar sobre qual é a independência que temos hoje, com tanta corrupção, pobreza, violência, desemprego e exclusão social?

A proposta do Grito surgiu da esperança e do espírito profético dos cristãos que, aliados aos movimentos sociais, buscaram continuar pautando a reflexão proposta pela 2ª Semana Social Brasileira dos anos de 1993 e 1994 e Campanha da Fraternidade do ano de 1995, cujo tema era “Fraternidade e Exclusão”. Assim, nestes 21 anos de história, o Grito vem se desenvolvendo como um processo e compromisso coletivo.

Para a semana da pátria – de1º a 7 de setembro – já estão agendadas várias mobilizações por todo o país, desde as capitais às pequenas cidades e lugarejos do interior. Sejam em praças públicas, nas ruas, nas comunidades, igrejas, associações, escolas… o objetivo é expor e colocar em debate os reais problemas que afetam o povo brasileiro.

Neste ano, o Grito trabalhou e divulgou seis eixos principais: “Unir os generosos e generosas”, “Direitos Básicos”, “Desmentir a Mídia”; “As diferentes formas de violência”; “Função do Estado”; “Participação Política e “A rua é o lugar”. Os textos estão circulando em vários veículos de comunicação e entre as coordenações locais.

A Secretaria Nacional do Grito convida a todas as comunidades, movimentos, pastorais e redes a se unirem a este processo de articulação e luta de todos e todas. Pelo fim do extermínio da juventude; contra a precarização do trabalho e retirada e ou redução de direitos; contra as manobras que ameaçam a democracia do país; contra a corrupção, contra a violência que sofrem as mulheres; por políticas migratórias eficazes; contra o desemprego; pelo fim das privatizações e entreguismo; para denunciar a mídia que mente e aliena; pelos direitos básicos à saúde, educação e moradia, que nos são negados e violados todos os dias; pelo direito ao protesto e contra a criminalização dos movimentos sociais e militantes; pelo fim da militarização nas favelas. Vamos todos e todas, numa só voz, num só Grito, pela Vida em Primeiro lugar!

Confira o vídeo chamada do 21º Grito dos Excluídos/as: Clique aqui

Fonte: Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos

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