A XX Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira elegeu a nova Diretoria Nacional da organização para o quadriênio 2016/2019. Dom João Costa, arcebispo coadjutor da Arquidiocese de Aracaju/SE, foi eleito o novo presidente da Cáritas (na foto acima, ele aparece à esquerda, ao lado de Dom Bernardo Bahlmann). Para vice-presidente, diretora-secretária e diretor-tesoureiro, foram eleitas/o, respectivamente, a Irmã Lourdes Dill, da Cáritas de Santa Maria/RS, Marilene Alves de Souza, Leninha, da Cáritas Diocesana de Montes Claros/MG, e Udelton da Paixão, da Cáritas Diocesana de Paracatu/MG. Já o Conselho Fiscal ficou assim constituído: Adão José Piva, Padre Wilson Buss, Anadete Gonçalves Reis (titulares), Otília Balio Fava, Padre Francisco Almeida, Diácono Marcus Soares (suplentes).

Para Dom João Costa, a caridade trabalhada pela Rede Cáritas possui dois aspectos centrais: compartilhar o pão com quem está com fome e debater a dimensão política da fome. Há alimento para todos e todas no planeta. Se há seres humanos que passam fome, é porque a organização socioeconomicopolítica dos próprios seres humanos produz esta consequência. “A Cáritas é a caridade na Igreja. A Cáritas representa a esperança, significa a opção pelos pobres. Vivenciar a Cáritas é caminhar com o compromisso de uma sociedade justa, fraterna e solidária, a partir da caminhada em Cristo e da vivência da fé. A Igreja é uma instituição de grande relevância, tem muito a oferecer à sociedade. E não pode se recusar a atender este chamado”, pondera o novo presidente.

O arcebispo também defende um acompanhamento e uma cobrança efetivos dos ocupantes de cargos públicos, já que eles foram indicados pela própria sociedade. Portanto, carregam consigo a esperança depositada pela população na construção de uma sociedade mais justa e de respeito aos valores éticos. Preocupações estas que também perpassam a mensagem do Papa Francisco de que a sociedade humana tem se portado de forma predatória e vem destruindo o planeta. “A palavra do Papa Francisco ultrapassa as fronteiras do mundo católico/cristão. Ela nos desperta para um mundo mais justo. Afinal, o planeta é a casa de todos. Sendo assim, é preciso assegurar espaço para todos. A atual geração tem se portado de forma a se preocupar apenas com ela própria. Mas o planeta serve a todos. E deve continuar servindo às próximas gerações”, destaca.

Para o novo presidente da Cáritas, a organização deve se pautar pela união e pela fidelidade à sua missão, obedecendo à consciência que nos guia. “Um agente animado anima muitos outros. Um desanimado, desanima outros tantos”, aponta, afirmando ser uma grande alegria e também um grande desafio contribuir para uma “história tão extraordinária como a da Cáritas”. “A nossa contribuição tem que ser na direção da construção de um mundo melhor. Para isso, contamos com o apoio de todos e todas, de Deus e do Espirito Santo, para nos dar força para enfrentar os desafios e construir um mundo melhor, atendendo os pobres e fortalecendo sua esperança”, declara Dom João Costa.

Continuidade e avanços

Eleita vice-presidente da Cáritas Brasileira, que completa 60 anos em 2016, a irmã Lourdes Maria Staudt Dill, da Congregação das Filhas do Amor Divino, afirma que a história da organização pressupõe tanto a continuidade de um trabalho que já vem sendo elaborado ao longo do tempo quanto a colaboração para a conquista de avanços. “Agora que vamos celebrar o jubileu, devemos sim olhar para o passado, mas também para o futuro. A Cáritas é o grande braço social da Igreja. Ela representa a conquista da cidadania, colabora para que toda gente seja efetivamente gente. Devemos fortalecer o espírito de cordialidade, o trabalho em rede, apostar na ação coletiva, abandonando o individualismo. Nossa meta é a construção da justiça e da paz, cumprindo a missão da Cáritas que Deus nos confiou”.

Leninha, eleita diretora-secretária, enfatiza que é preciso contribuir para o reposicionamento da Cáritas diante do contexto complexo vivido pelo país na atualidade. Para ela, é necessário fortalecer a credibilidade e o respeito adquiridos pela entidade ao longo de sua história, atualizando suas estratégias de intervenção social. Conforme Leninha, esta orientação vale também para a ação no contexto da Igreja, já que são necessárias mudanças igualmente aí. “Dessa forma, podemos de fato contribuir para que a Cáritas se mantenha alinhada aos empobrecidos”, enfatiza ela.

Por sua vez, o novo diretor-tesoureiro da Cáritas, Udelton da Paixão, afirma que é necessário aproveitar o conhecimento e a experiência acumulados pela entidade ao longo dos anos. “Precisamos dar continuidade a este trabalho, ao mesmo tempo em que contribuímos para a estruturação da Cáritas. Assim, devemos dar condições para que a organização desenvolva suas atividades, principalmente no aspecto financeiro”.

Por Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação

Foto: Luciano Gallas

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