Historicamente, o mês de Março destaca a luta das mulheres no mundo pela busca de direitos, por isso nós, que fazemos a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, reunimos cinco mulheres para falarem do papel que o protagonismo feminino tem contribuído no desenvolvimento da Missão da Cáritas: Bibiana, Flavianeide, Kilma, Kilza e Maria Aparecida. O que essas mulheres de profissões e estados diferentes podem ter em comum? É o que você vai descobrir agora.

Todo mundo, um dia, já foi criança, adolescente, jovem. Três fases fundamentais na formação da personalidade de cada pessoa. O que acontece na vida durante esse período tem grandes chances de se eternizarem na memória de qualquer pessoa. A coordenadora do Programa de Infância, Adolescência e Juventude (PIAJ), Bibiana Santana, sabe bem disso. Há dois anos no Regional Nordeste 2, o trabalho realizado pela equipe trouxe muitos resultados e contribui para que muitas garotas tornem-se mulheres conscientes dos seus direitos e deveres. “As meninas, de modo especial, começam a conhecer o papel de cada uma na sociedade. Elas são empoderadas do espaço que podem conquistar, além de compreender que têm vez e voz.”, disse.

Assim como muito já foi conquistado, sabe-se que bem mais para lutar. Os problemas que envolvem a realidade das mulheres são amplos. Nesse contexto, em 2014, a Campanha da Fraternidade trouxe para discussão o tema do tráfico humano. Foi quando a Cáritas Arquidiocesana de Natal, no Rio Grande do Norte, fez do assunto uma bandeira de luta, a partir da criação da Rede Pela Vida, que tem como lema “Estamos de olho” e o objetivo de realizar um trabalho de prevenção à prostituição, tendo em vista, naquela época, a realização da Copa do Mundo de Futebol. Para a agente Cáritas e presidente do Conselho do Secretariado Regional, Kilza Gomes, a grande satisfação está nos resultados obtidos. “É uma Rede que realiza trabalhos nas escolas e apoia mulheres que vivem essa triste realidade, além disso construímos uma parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal”, pontuou.

Mas a luta por maiores oportunidades e vida digna para as mulheres não está presente apenas em grandes centros urbanos, como é o caso do Rio Grande do Norte, mas também abrange a zona rural dos municípios. É o que defende Flavianeide Pereira, desde que começou sua trajetória no Secretariado Regional, na função de técnica de campo e hoje, depois de muitos anos, como coordenadora do Programa de Convivência com o Semiárido. “O trabalho de acesso à água, através da primeira e segunda água, permite que as mulheres possam ser protagonistas no local onde moram, deixando de percorrer grandes distâncias para buscar água para beber, cozinhar, produzir alimentos e criar pequenos animais”, destacou.

Outra bandeira forte no Regional é a Economia Popular Solidária. Basicamente, os grupos são formados na base por mulheres, que entre muitos papéis, desempenham funções como catadoras, artesãs, agricultoras familiares, marisqueiras, pescadoras, entre outras. A agente Cáritas Maria Aparecida Mafra conhece com propriedade esse movimento. Além de ter trabalhado no Programa de Convivência com o Semiárido, hoje faz parte da equipe de EPS. “A maior recompensa é sentir que meu trabalho ajuda muitas pessoas a crescerem profissionalmente e saber que estou ajudando a milhares de pessoas”, afirmou.

Ainda no Secretariado Regional, outra agente Cáritas tem a atribuição de comunicar todas essas ações que são realizadas: é assessora de comunicação, Kilma Ferreira, que começou como estagiária de Jornalismo, em 2005, e hoje assume a coordenação do Setor, assim como também do Grupo de Trabalho em Comunicação e da Rede de Comunicadores/as Populares. De acordo com ela, a Cáritas Brasileira, em suas ações, sempre procurou valorizar o papel da mulher na construção de uma sociedade mais justa. “No Regional Nordeste 2, por exemplo, há um quadro de colaboradoras, bem expressivo, formado por mulheres. Assim como a Cáritas, muitas delas carregam o dom de construir relações de afeto, solidariedade, compaixão e cooperação”, falou.

Seja no Programa de Infância, Adolescência e Juventude, em Convivência com o Semiárido, em Economia Popular Solidária ou na comunicação de todos esses trabalhos, a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 busca a garantia dos direitos, da melhoria da qualidade de vida e do protagonismo social das mulheres. São mulheres que, de forma especial, trabalham para outras mulheres.

Para Kilza, existe uma afinidade entre as mulheres e a Cáritas que se revela através do desejo de levar inclusão, justiça, dignidade às pessoas que estão à margem da sociedade, onde as agentes Cáritas acreditam que um novo mundo é possível, através da caridade e da solidariedade. Por sua vez, Bibiana defende algo muito parecido. “O que as mulheres têm em comum com as ações realizadas é a força na luta das causas, é o poder de se doar no que faz, em colocar um toque de amor em tudo o que realiza”, acrescentou.

Flavianeide, que é mãe de João Pedro, que tem quase três anos, trouxe para essa definição a dimensão materna. “Para mim, o que a Cáritas e as mulheres têm em comum é o cuidado, o capricho que caracteriza o toque feminino. E a gente percebe essa atenção, esse olhar materno para com as pessoas (risos)”, afirmou. Finalmente, Kilma, que já conheceu muitos lugares e pessoas através do trabalho de comunicar o que o Regional faz, trouxe a riqueza trazida pelas experiências que já vivenciou. “O que mais me marcou é a possibilidade de ajudar a mudar a vida de outras pessoas. É saber que faço parte dessa organização que luta por direitos, sobretudo para as mulheres. O que me alegra e recompensa o meu trabalho é o sorriso de uma mulher do campo ou da cidade que teve sua vida transformada pelas ações da Cáritas. É um sentimento de doação, de amor ao próximo”, afirmou.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional NE2

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