Oportunidades que transformam o Semiárido e tornam as famílias protagonistas da própria história

Água para beber e para produzir. Hoje, essa é a realidade de muitas famílias agricultoras que têm no terreiro de casa as cisternas de primeira e segunda água. Se agora é possível armazenar o líquido e ter mais facilidade em fazer a gestão, no passado não era bem assim, mas o que a chegada de uma cisterna pode proporcionar na vida de uma família é o que vamos conhecer na história da agricultora Maria Edileuza Oliveira Ferreira, de 47 anos.

Ela é casada com José Ferreira Reis, de 48 anos, e tem três filhos: José Wellington, de 22 anos; Maria Eliude, de 20 anos; e João Ebson Ferreira

Dona Maria Edileuza e família

Reis, de 9 anos. Moradora do Sítio Tamboril, no município de Terezinha, trabalhou desde cedo na agricultura e conhece de perto as dificuldades da falta de água. “Antes, era necessário sair de madrugada, andar quase 3 quilômetros com o carro de boi, mas hoje é diferente, podemos ir a qualquer hora nas cisternas e buscar a água para cozinhar, beber e agoar as plantações. Muitas coisas mudaram. Eu só tenho a agradecer e dizer que esse projeto contribuiu muito para melhorar a vida da minha família”, afirma.

Em 2013, quando recebeu a cisternaenxurrada, dona Edileuza percebeu que poderia diversificar a produção e aumentar o orçamento familiar. “Despertei para plantar mais verduras e o resultado obtido me animou. Percebi que além de servir para o consumo da família, o excedente poderia ser comercializado e, com isso, aumentar a nossa renda. Foi assim que começamos a participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que embora seja algo por um período específico de tempo, nos permite um aumento no nosso lucro ”, conta.

Toda a família é envolvida no trabalho, pois eles acreditam que quando o trabalho é realizado de maneira conjunta, é possível obter melhores e maiores resultados, não só no que diz respeito à quantidade produzida, mas também na qualidade das atividades e no fortalecimento dos vínculos entre pais, filhos e irmãos. ‘‘Eu gosto de ser agricultora. Meu maior prazer é ver que, na roça, você trabalha e tem. Muito ou pouco, mas o que é adquirido com o seu trabalho tem gosto de conquista, de vitória. É certo que, como em qualquer trabalho, existem as dificuldades, mas somos felizes’. Quero trabalhar no campo até o momento em que minha saúde permitir’’, explica.

Depois da cisterna-enxurrada, a produção de alimentos aumentou e o excedente é comercializado

Se depender da força de vontade, da coragem e do zelo que dona Edileuza tem para trabalhar, saúde é o que não vai faltar. É por isso que os planos para a propriedade só aumentam. O foco principal é melhorar a produção. ‘‘Tenho vontade de fazer uma estufa para cultivar nela. Essa foi uma experiência que deu certo com o vizinho e resultou em um trabalho muito bonito’’, finalizou.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional NE2.

Experiência relatada no O Candeeiro – Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas.

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