Nos cerca de 800 estandes instalados, numa área de 30 mil m2, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, é possível encontrar milhares de produtos feitos, pelas mãos de artesãos e arte-recicladores, do Brasil e de outros países, na 17ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte). O evento começou no último dia 10 e encerra no próximo domingo (17) e, participando dele, estão grupos e associações acompanhados pelas equipes da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 e das organizações-membro.

Dentro desse perfil, um dos participantes é a Rede Solidária de Arte-recicladores (Rede Solar), que reúne 18 empreendimentos de arte-reciclagem da Região Metropolitana do Recife e oferece ao público, por exemplo, peças de decoração feitas a partir de materiais que haviam sido descartados, como CD´s e DVD´s. Para o integrante da Rede, Artur Melo, participar da feira é sempre uma oportunidade para dar visibilidade para os empreendedores e, por conseguinte, para a Economia Solidária. “Além de ser uma vitrine, conseguimos vender nossas peças e estabelecermos novos negócios, fora desse período. Já temos muitas encomendas”, destacou.

A Rede Solar é acompanhada pela equipe do programa de Economia Popular Solidária do Regional NE2, dentro do trienal, financiado pela Misereor. A Associação Artes Curado, do Recife, também na feira, oferece ao público mais de 1,2 mil peças, como lixeiras para automóveis, máscaras para dormir, estojos, entre outros, feitas por sete mulheres. Segundo a artesã, Maria Aparecida, ainda não se fez um balanço parcial, mas pelo movimento no estande, a expectativa é superar a participação na feira passada. “A cada ano, tanto as vendas quanto a renda estão aumentando. De tudo que nós trouxemos, esperamos ultrapassar a casa das 900 peças e dos R$ 12 mil”, avaliou a artesã.

Do município de Poção, localizado no Agreste Pernambucano, estão também participando no evento as rendeiras da Cáritas Paroquial de Cruzeiro de Poção, assistidas pela Cáritas Diocesana de Pesqueira. Elas percorreram 241 quilômetros, entre a cidade de origem e o Centro de Convenções, e trouxeram peças de vestuário feminino, como vestidos de noiva e blusas, roupas de cama, mesa e banho, de Renascença, um dos trabalhos feitos à mão mais valorizados da feira. A artesã Iracema Maria de Jesus disse que, no final da edição de 2015 do evento, o grupo de rendeiras já começou a se preparar, com o esforço de dez rendeiras que contam, cada uma, com outras 15 colaboradoras. “É trabalho de um ano. Esperamos voltar com as malas vazias, porque essa é a fonte de renda de muitas famílias lá da cidade”, ressaltou a rendeira.

Segundo o governo de Pernambuco, organizador da feira, a expectativa geral é que sejam movimentados mais de R$ 40 milhões, geradas mais de 3 mil vagas temporárias de emprego, a partir da circulação de 300 mil pessoas ao longo dos 11 dias de feira. A cada edição, o evento homenageia personagens da cultura popular. Neste ano, são reverenciados o Mestre Eudócio e o Mestre Naná Vasconcelos e a decoração, com o tema “Artesanato. Arte Brincante”, traz o universo dos brinquedos artesanais e a alegria dos brincantes, personagens que dão vida aos tradicionais folguedos populares como maracatu, pastoril, reisado, bumba meu boi, entre tantos outros.

Por Wagner Cesario / Assessoria de Comunicação – Regional NE 2

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