Com o objetivo de ouvir representantes da coordenação diocesana de pastorais e movimentos sobre o processo de reanimação da Cáritas Diocesana de Garanhuns (CDG), foi realizada, na noite da última terça-feira (19), no Seminário São José, uma Assembleia Eletiva. O encontro foi coordenado pelo bispo diocesano, Dom Paulo Jackson, e também contou com a participação de agentes Cáritas do Regional Nordeste 2.

Durante a acolhida dos participantes, Dom Paulo falou sobre a importância da presença de cada um e cada uma e ressaltou a relevância de refletir sobre a caminhada social da Diocese. Em seguida, o secretário do Regional Nordeste 2, Angelo Zanré, iniciou uma apresentação sobre a forma como a Cáritas está organizada, assim como um breve histórico do Secretariado, com abordagem nas linhas de atuação e no trabalho realizado em municípios que fazem parte do território diocesano.

“No âmbito da convivência com o Semiárido, aqui na Diocese de Garanhuns, o Regional Nordeste 2 trabalha com o Programa Água Para Todos, que tem por objetivo a construção de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para o consumo humano. Além disso, possui foco também na construção de cisternas destinadas à produção de alimentos e criação animal por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas. A juventude e a economia solidária também possuem destaque em um projeto financiado pela Manos Unidas, realizado no município de Bom Conselho”, explicou Zanré.

Diante do que foi exposto, Dom Paulo consultou as lideranças presentes na Assembleia sobre a viabilidade da reestruturação da Cáritas Diocesana de Garanhuns, que durante um período realizou trabalhos de intervenção social com catadores/as de materiais recicláveis, idosos e outros públicos, mas que, atualmente, encontrava-se em processo de reorganização.

Entre os argumentos de defesa pela reanimação da CDG, estiveram o de Joaquim Lima, que considera importante o trabalho realizado pela Cáritas, entretanto externou a preocupação sobre a disponibilidade de tempo das pessoas que serão envolvidas na ação. “É necessário que os agentes sintam-se conquistados pelo trabalho para que haja uma identificação com a missão”, destacou. Por sua vez, Aparecida Souza ressaltou o atual contexto político e social para que o trabalho da Cáritas seja resgatado na Diocese.

Mediante a compreensão de todos, que escolheram pela reestruturação da Cáritas Diocesana de Garanhuns, Dom Paulo apresentou uma proposta de estatuto, disponibilizado pela Cáritas Brasileira, a fim de ser adaptado à realidade local. Uma das mudanças feitas no documento, diz respeito à inclusão de comunidades quilombolas e indígenas quando se refere à área de atuação. Foram discutidos, ainda, assuntos como identidade, finalidades, membros associados, órgãos constitutivos e de administração, assim como patrimônio e dissolução. Após a discussão realizada, a reforma estatutária foi aprovada e, em seguida, foram eleitos por aclamação os novos conselhos diretor e fiscal, com representações titulares e suplentes.

Entre os titulares, a nova organização conta com padre Valdevan Santos, como diretor-presidente; Avila Pontes, como secretária; e Antelmo Tavares, como tesoureiro. Para a suplência, foram aclamados Antônio Pinto, para diretor vice-presidente; Rita Silva, para subsecretária; e Francisco Machado, para vice-tesoureiro. No Conselho Fiscal, por sua vez, são tutelares Aparecida Nascimento, Joaquim Lima e Jarbas Silva. Já na suplência Francielly Silva, Lianna Souza e Maria do Carmo Nunes.

Padre Valdevan definiu a nova missão que recebeu como um serviço para o bem comum, de integração social e libertador para homens e mulheres. “Muito me alegra contribuir para a Igreja e para o Reino ,nesta porção do povo de Deus, ajudando os irmãos menos favorecidos, os pobres e os excluídos que estão à margem da sociedade”, pontuou.

Zanré avaliou o processo de escolha como tranquilo, harmonioso e coletivo. “Foi eleita uma nova diretoria que, de agora em diante, vai trilhar os caminhos que a Cáritas quer no sentido de preparação ao Congresso Nacional deste ano e de outras atividades”, afirmou.

De acordo com Dom Paulo, a realização da Assembleia, que ocorreu no dia da Caridade, deu início a uma nova caminhada. “A Diocese de Garanhuns precisa encontrar novos caminhos e ter um testemunho social, como o papa Francisco pede no contexto do Ano da Misericórdia”, afirmou. Na oportunidade, ele também agradeceu ao Monsenhor Nelson Brito, pelo serviço prestado durante o tempo em que esteve na gestão anterior da Cáritas Diocesana.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional NE2 / escritório Garanhuns/PE.

 

 

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