O furacão Matthew deixou o território cubano na madrugada desta quarta-feira, dia 5 de outubro, provocando um rastro de destruição na parte oriental da ilha, especialmente na província de Guantánamo. Na cidade de Baracoa, estima-se que metade das residências foram seriamente danificadas pela força dos ventos. Nesta região, registrou-se chuvas fortes desde a noite anterior, afetando também a província de Santiago de Cuba. As ondas chegaram a alturas de 8 a 10 metros em boa parte da costa do país. O furacão havia atingido a costa sudoeste do Haiti na manhã desta terça, dia 4.

Desde o alerta dado na última sexta-feira, dia 30 de setembro, de que um furacão em formação no Caribe iria atingir o território cubano, iniciou-se a retirada dos moradores de suas residências, na região costeira, para alojá-los em albergues com acesso a camas, água, alimentos e atenção médica, até que se restabeleçam as condições meteorológicas e possam ser avaliados os danos às moradias. As pessoas afetadas por deslizamentos de terras permanecerão nos abrigos. Nas zonas evacuadas, está autorizado o acesso apenas das equipes da Defesa Civil e das forças especializadas do Exército.

A agitação do mar passou a causar estragos à costa cubana já na segunda-feira, dia 3, na porção sul da ilha, deixando incomunicáveis os povoados da região de Guama. Felizmente, não se tem informações sobre a perda de vidas humanas no país. Os danos estruturais, entretanto, já são alargamente percebidos. A estrada em viaduto que liga as cidades de Guantánamo e Baracoa foi atingida por deslizamentos, interrompendo o acesso entre as populações. Também uma estação de energia elétrica localizada na região foi completamente destruída.

“Hoje (dia 5) convocaremos uma grande campanha nacional para ajudar as pessoas atingidas. Somente estamos à espera de que a Defesa Civil decrete a fase de recuperação (em emergências), pois ainda não se pode sair às ruas. Espera-se que caíam 200 milímetros ou mais de chuvas até as 8 horas da manhã de hoje”, afirmou por e-mail a diretora da Cáritas da Diocese de Santiago de Cuba, Ana María Piñol Navarrete, no início da manhã desta quarta-feira. A realização da campanha está sendo articulada com o arcebispo de Santiago de Cuba, que é também o presidente da Conferencia de Obispos Católicos de Cuba (COCC), monsenhor Dionisio García Ibañez, e a diretora nacional da Cáritas Cubana, Maritza Sánchez.

Por Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira,
com base em relato de Ana María Piñol Navarrete, diretora da Cáritas da Diocese de Santiago de Cuba
Foto-montagem do furacão no Haiti: Caritas Internationalis

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