Os agentes Cáritas do escritório Regional Nordeste 2 participaram, na última terça-feira (04/04), de uma oficina sobre a Campanha da Fraternidade, que, neste ano, tem como tema “Biomas brasileiros e defesa da vida” e como lema “Cultivar e guardar a Criação”. A formação foi ministrada pelo jornalista e filósofo, Wagner Cesário.

Durante a apresentação, os agentes Cáritas puderam conhecer a história da Campanha da Fraternidade, que foi criada, em 1963, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela surgiu como um convite para as pessoas cristãs a viverem a fraternidade, por meio de gestos concretos, no processo de transformação social, a partir de um problema específico.

Ao longo de todos esses anos, a Campanha da Fraternidade já pautou, muitas vezes, as questões ambientais. Em 2017, a proposta é despertar as pessoas para o cuidado com a criação, com atenção especial para os biomas brasileiros, através da promoção de relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, a partir do Evangelho. De modo geral, o ecossistema do Brasil é composto por seis biomas. São eles: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pampa e o Pantanal.

Através de algumas perguntas-chaves, os agentes Cáritas puderam refletir acerca da própria postura, no que se refere às relações com a natureza. Economia de água, tratamento de resíduos sólidos, consumo de energia elétrica e as principais mudanças nas regiões em que vivem foram alguns dos pontos que nortearam a discussão.

Para a coordenadora regional do Programa de Economia Popular Solidária, Maria Aparecida Mafra, além de destacar o papel social da Igreja, a temática propõe também que as pessoas fiquem atentas à questão econômica. “Toda a degradação ambiental aconteceu em prol do capitalismo. O agronegócio é um exemplo disso. Defender esses biomas é lutar a favor da vida, é cuidar das comunidades tradicionais, que tiram o sustento da terra sem precisar explorar”, afirmou.

O secretário regional, Angelo Zanré, aponta o consumismo como uma das causas principais para o descaso com o meio ambiente. “Vemos que, hoje, as pessoas perderam o convívio com a natureza, vivem ora nos prédios, ora nos carros. O consumo e o descarte são outros dois fatores importantes nessa reflexão. Não guardamos mais nada, não consertamos mais nada. Precisamos agir de acordo com o texto da Campanha da Fraternidade, tendo em vista que é possível tomar atitudes individuais, mas também coletivas, de cuidados com a natureza”, concluiu.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2

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