O Regional Nordeste 2 participou, no último dia 17, em Recife (PE), do 6º Grito da Terra. Com o lema “Não se ignora um povo que produz a riqueza do seu estado, do seu País”, o evento pautou a permanência dos direitos conquistados e se posicionou contra às Reformas Previdenciária e Trabalhista. Segundo a comissão organizadora, 6 mil pessoas, vindas de diversas regiões do estado, participaram do ato público.

Por meio de uma pauta de reivindicações, construída em parceria com as instituições da sociedade civil que compõem o Fórum de Organização do Campo em Pernambuco, a mobilização cobrou do Governo do Estado uma atenção maior para a agricultura familiar, a partir da escolha de dez prioridades.

No que se refere ao acesso à água, as reivindicações pediam uma ampliação nos investimentos em infraestrutura hídrica, como a construção de cisternas de placas, barragens e adutoras. A segurança pública foi outro ponto de pauta. O documento, que foi entregue ao governador Paulo Câmara, no início desse mês, solicitava o aumento da Patrulha Rural e a formação de Núcleos Comunitários de Segurança no Campo. Após a audiência pública, o público seguiu em caminhada pelas ruas do Centro do Recife, com destino ao Palácio do Campo das Princesas.

O governador Paulo Câmara se reuniu, inicialmente, com uma representação da comissão organizadora do 6º Grito da Terra, para discutir as reivindicações e apresentar a posição da esfera estadual. Na ocasião, o gestor assinou dois decretos, com o objetivo de consolidar as políticas públicas voltadas para a agroecologia e para a agricultura familiar. Em seguida, Câmara falou ao público, que estava concentrado em frente à sede do Governo Estadual.

O agente Cáritas, Samuel Barros, reconhece as dificuldades que envolvem o atual contexto político e econômico que o país passa, entretanto ressalta a importância dos trabalhadores e trabalhadoras não se conformarem com o que está sendo exposto e lutarem pelos direitos que conquistaram ao longo do tempo. “Não podemos aceitar o que está sendo proposto pelo governo. Os direitos, que são garantias constitucionais, são resultados de muita luta e de diversas mobilizações sociais. É pela permanência dessas conquistas que estamos aqui”, destacou o supervisor técnico.

Embora acredite que o retorno do Governo Estadual às reivindicações do 6º Grito da Terra tenha sido tímido diante de tantas solicitações, Samuel avalia que esse é mais um motivo para que a luta continue e, sobretudo, a fim de que as pessoas fiquem atentas aos encaminhamentos que foram realizados. “Precisamos unir mais forças para que a mobilização continue, a partir da cobrança dos acordos firmados. Dessa forma, teremos condições de traçar estratégias para que as políticas públicas, voltadas para a convivência com o Semiárido, tenham continuidade e os trabalhadores do campo não sejam prejudicados”, concluiu.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2
Fotos:  Wagner Cesário e Ana Célia (Assessoria de Comunicação da Fetape)

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