Todos os anos, no dia 07 de Setembro, milhares de pessoas vão às ruas, em todo o Brasil, para gritar contra as diversas formas de exclusão social. Tendo como tema “Vida em primeiro lugar”, o lema escolhido para a vivência da 23ª edição do Grito dos/as Excluídos/as mobilizará as pessoas em torno da convocação “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”.

Embora a ato público alcance o ponto alto durante a Semana da Pátria, mais especificamente no dia em que se faz memória à Independência do Brasil, a articulação popular é preparada com antecedência e tem continuidade após o ato público. A participação popular é peça fundamental durante todo o processo de construção do Grito, possibilitando, inclusive, que pessoas de todo o país façam sugestões para o lema.

Devido ao contexto social que o país enfrenta há algum tempo e diante das diversas ameaças aos direitos sociais, a coordenação nacional do Grito dos/as Excluídos/as levou em consideração a conjuntura atual para chamar a atenção da sociedade sobre a importância de lutar a favor da democracia e da permanência de conquistas populares.

Após a definição do lema, começa, então, a articulação e mobilização. Para tratar desse assunto, será realizado, entre os dias 19 e 21 desse mês, em São Paulo, o 19º Encontro de Articuladores do Grito. A partir disso, são pensadas outras peças que irão compor o processo de formação, como é o caso de textos de apoio, propostas de trabalhos de grupos, hinos, confecção de camisas, entre outras coisas.

A Cáritas Brasileira é uma das 19 organizações que compõem a comissão nacional que organiza o Grito dos/as Excluídos/as. O Regional Nordeste 2, por sua vez, também participa desse processo de preparação, em escala local, nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os colaboradores do Secretariado, que são lotados nos escritórios de Recife e de Garanhuns, também participam do ato público.

HISTÓRIA – O Grito dos/as Excluídos/as é uma articulação nacional e tem o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além de reunir pastorais sociais, também se integram à mobilização popular os movimentos sociais, sindicatos e igrejas. O ato público é realizado no dia 07 de Setembro, como uma forma de provocar as pessoas a refletirem sobre os diversos padrões de independência do povo brasileiro.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2, com informações da Pastoral Carcerária e das Pontifícias Obras Missionárias
Foto: Wagner Cesário

No related posts.