Na última sexta-feira (19), dona Maria José da Silva (30), o marido e os cinco filhos do casal celebraram uma nova fase da vida familiar: a mudança de casa. Na ocasião, eles receberam agentes Cáritas, gestores públicos e vizinhos para um café na nova residência da família, localizada no Sítio Junco, em Paranatama (PE).

Dessa forma, o novo lar da família de dona Maria começou a fazer parte de um conjunto de 50% das residências brasileiras que apresenta condições adequadas de moradia, segundo o Censo Demográfico, realizado em 2010. Para ser considerada assim, na hora da pesquisa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) leva em consideração itens como abastecimento de água, esgoto sanitário e fossa séptica.

Diferente da antiga, que ocupa uma área de, aproximadamente, 15m², a nova casa possui sala, cozinha, sanitário e três quartos, totalizando, dessa forma, quase 100m². Ela é resultado da mobilização iniciada pelos agentes da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, através do Programa de Convivência com o Semiárido (PCSA) durante a execução do Água Para Todos, que contempla famílias agricultoras com cisterna de placas para captar e armazenar água da chuva e destiná-la ao consumo humano.

Para marcar a ocasião, a família recebeu como lembrança um azulejo com a seguinte mensagem impressa: “Esta casa é fruto da Solidariedade de muitas mãos. Que o amor permaneça nela e com os seus moradores”. Além desse pequeno texto, a arte trazia a identidade visual da campanha SOS Dona Maria, que foi a ação institucional que marcou o #DiaDeDoar.

A assessora regional do PCSA, Flavianeide Pereira, agradeceu, inicialmente, aos agentes Cáritas, que acreditaram na transformação de vida da família e, através do trabalho de cada um/a, tornou-se realidade. Em seguida, estendeu o agradecimento aos parceiros, que também somaram-se à mobilização. Ela destacou, ainda, o papel fundamental que a solidariedade desempenhou desde o início dessa história. “Sem os gestos solidários de cada pessoa, transformar a realidade social dessa família não seria impossível, mas seria mais difícil. Antes, ter uma casa como essa era um sonho distante, mas, hoje, é real”, afirmou.

Visivelmente emocionada, a família agradeceu por tudo o que a nova casa irá proporcionar. Seu José, esposo de dona Maria, esboçou um “muito obrigado”, mas as lágrimas do agricultor não permitiram que ele seguisse com o discurso. “Eu chorei, mas não foi de tristeza, foi de felicidade. Tenho muito o que agradecer a Deus e depois a todos que me ajudaram para que eu e minha pudesse viver numa casa como essa”, disse o agricultor.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2

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